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Honda promete Civic Tourer com bagageira referencial
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Volvo V40 CC D2 Summum
Volvo V40 CC D2 Summum
E se um dia um Volvo chamasse mais a atenção que um BMW, um Audi ou um Mercedes? Bem, com o novo V40 CC, um automóvel que retoma o conceito Cross Country de grande tradição na Volvo, esse dia já não será uma ilusão. Aqui fica o ensaio em primeira mão ao novíssimo V40 D2 CC com motor 1.6 Diesel de 115 cv. Não se pode considerar um estudo de opinião exaustivo e, muito menos, científico, mas a experiência diz-nos que é sempre um bom sinal quando um carro novo, no caso uma versão totalmente nova, suscita notória atenção por parte daqueles que seguem ao volante de alguns dos seus maiores rivais. Bem, pode ser uma opinião muito discutível, mas a verdade é que um automóvel de aspeto mais radical e aventureiro salta sempre à vista. E, a julgar pelos olhares quase invejosos dos condutores dos Audi A3, Mercedes Classe A ou BMW Série 1 (entre outros) que se cruzaram com o V40 CC (Cross Country) não estamos sozinhos neste julgamento. As jantes de 18 polegadas específicas Mefitis (opcionais por 848 euros), a maquilhagem dos contornos da carroçaria, a maior altura ao solo e os plásticos à volta, ainda evidenciam mais a aparência deste V40. Mas, recuemos um pouco nesta história. O conceito Cross Country (agora CC em vez de XC) foi criado pela Volvo, por isso este V40 descende diretamente de uma das mais famosas carrinhas do segmento SUV, a XC70, um segmento onde a marca sueca se soube instalar e criar uma imagem muito forte. A tração integral, a maior altura ao solo e as proteções da carroçaria eram a imagem de marca dos Volvo XC. E, como se mudam os tempos e as vontades, o mercado atual continua a gostar do aspeto trialeiro e aventureiro, mas abdica da tração integral (existirá uma versão T5 do CC com tração total), por isso a Volvo resolveu rebatizar a designação XC e transformá-la em CC, ainda que o significado seja exatamente o mesmo: Cross Country. O que muda? As alterações neste V40 acontecem essencialmente do lado de fora. Assim, a nova proposta da marca sueca caracteriza-se pelo para-choques mais robusto em tom negro, para contrastar com a cor da carroçaria (nesta unidade o castanho específico Raw Copper), grelha dianteira redesenhada com um revestimento tipo favo de mel, mas também pelas proteções inferiores, jantes de liga leve de 18 polegadas, suspensão elevada em 40 mm e luzes diurnas em LED colocadas na vertical nos extremos do para-choques dianteiro. O habitáculo conta com uma posição de condução que também foi subida, e ganhou revestimentos específicos, exemplo do novo padrão para os estofos em pele, com o sugestivo nome de Espresso Brown. O resto é praticamente tirado a papel químico do V40 normal. Mas este Volvo é muito mais do que uma cara bonita e um corpo bem esculpido. Por baixo da pele existe mais substância que no V40 que lhe serve de base. Demonstrando atenção ao evoluir do mercado, a Volvo não esqueceu os motores que fazem volume e não abdicou de oferecer o bloco Diesel mais pequeno da sua gama ao V40 CC. O 1.6D de 115 cv, o mesmo utilizado pela Ford e pelo Grupo PSA, está mais refinado e já há muito perdeu a falta de força a regimes mais baixos. Curioso é o facto de parecer mais despachado que a mesma versão do V40 normal. Melhor que o V40 Uma viagem noturna é o melhor pretexto para conhecer algumas virtudes deste V40 CC D2. A luz da cidade atravessa o teto panorâmico (1168€) e ilumina um habitáculo que conta com os já mencionados bancos, elétrico nesta unidade, em pele Espresso Brown com pespontos em castanho. As luzes interiores são em LED, estão espalhadas um pouco por todo o lado e iluminam constantemente o habitáculo. O punho da caixa de velocidades também é iluminado e combina com este espaço. Espaço à frente não falta e o passageiro, embalado pelo trabalhar das suspensões e rendido ao conforto da poltrona em pele, já se deixou levar pelo sono. Ou talvez não, porque neste V40 CC não faltam sistemas de segurança como o City Safety, o avisador de ângulo morto, o leitor de sinais de trânsito, ou mesmo o sistema de transposição involuntária de faixa de rodagem que, se for o caso, estão em ação constante com a emissão de vários sons e luzes para avisar o condutor... e informar os restantes. O facto de se conduzir numa posição mais alta melhora a relação com todos os comandos do veículo, até mesmo com o volante de dimensões exageradas. Ao centro, a consola central fina que contempla um espaço de arrumação atrás e a que a Volvo já nos habituou, mantém a multiplicidade de comandos, mas são todos intuitivos e fáceis de utilizar depois de alguma habituação. O painel de instrumentos digital pode ser mudado para três ambientes distintos, uma opção que só dependerá da vontade do condutor. Assim, a escolha faz-se entre uma opção Elegance, uma outra Eco, que conta com um indicador de consumo instantâneo, e uma Sport, que ganha tonalidade vermelha e um velocímetro digital. No banco traseiro, este V40 CC não faz jus ao epíteto de carrinha que a marca quer fazer passar. O espaço é contido e até o acesso é estreito. Se se deixar os encostos de cabeça traseira colocados (podem ser recolhidos), a visibilidade para trás torna-se pouco ampla e dificulta algumas manobras. Felizmente esta unidade está equipada com uma câmara de visibilidade traseira que faz esquecer esse handicap. Desempenho feliz O desempenho do motor 1.6D encaixa perfeitamente no espírito do V40 CC: ser um modelo diferente no meio da selva urbana e não tanto no meio das estradas de terra. Em combinação com a sedosa caixa de seis velocidades (que peca por ter o comando pouco ergonómico), defende o bem-estar dos ocupantes com uma prestação silenciosa e pouco dada a vibrações, mesmo naqueles momentos em que se pisa o acelerador com maior convicção e se fazem trocas de caixa mais rápidas. Que ninguém duvide do potencial mecânico deste 1.6 de 115 cv. O arranque dos 0 aos 100 km/h em 12,4 segundos (mais 0,3 segundos que o V40 com o mesmo motor) e os primeiros mil metros de aceleração em 34 segundos provam o desempenho salutar. E, apesar das diferenças para a outra versão, este CC parece mais esclarecido e mais expedito na hora de encarar a estrada. É mais alto, mas também é mais firme, e acaba por atenuar a tendência para adornar que havíamos registado no V40 1.6D. Desta forma, o comportamento dinâmico sobe alguns pontos. A ação desenrola-se com maior naturalidade e com uma incrível poupança de movimentos. O CC continua a não ser o mais comunicativo dos automóveis e não reage ao volante de forma muito imediata, mas agarra-se com tenacidade à linha que lhe é imposta, criando alguma emoção. Os Pirelli P Zero na medida 225/45 R18 também ajudam na hora de ganhar aderência ao alcatrão. Chegada a hora de o tirar do asfalto, o Cross Country revela as suas limitações. A maior altura ao solo ajuda para passar de forma mais desafogada por cima de alguns estradões, mas não mais do que isso. Quanto a consumos, é regrado. Gasta um pouco mais que o V40 normal (mais 0,4 l/100km na média), mas os valores registados só suplantam os 6,3 l/100 km se se praticar uma condução mais acelerada. O derradeiro argumento pode ser o preço. Por mais 1500 euros que o V40 equivalente, o CC não tem rivais diretos. Mesmo na versão testada Summum com muitos extras incluídos, somando 43 672 euros, faz sentido. Sobretudo para quem deseje um familiar diferente, relativamente funcional e sem pretensões.  
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